14/12/2009
Mais lendo do que escrevendo
E durante minhas leituras me deparei com uma reportagem da Superinteressante sobre quantas pessoas lêem no Brasil (estava relacionado ao assunto livro eletronicos). Fiquei um pouco surpreso em relação a esse número: 95,5 milhões de pessoas leram algum livro em 2008. É muito? É pouco?
Primeiro vamos à população brasileira: cerca de 191 milhões de pessoas (estimada pelo IBGE em 2009). Quer dizer que menos da metade leu algum livro em 2008. Agora, dos que leram, 47,4 milhões leram por causa da escola (livros didáticos ou recomendados pela escola). Será que isso quer dizer que apenas cerca de 1/4 (ou 25%) da população tem o hábito da leitura? Para o cenário ficar mais triste ainda, 43 milhões não terminaram de ler.
Talvez isso reflita o mundo atual, onde o tempo fica cada vez mais escasso. Ler requer alguma dedicação. Procurar um livro interessante toma tempo e se a escolha não for acertada, pode resultar em um livro pela metade. Mas o prazer da leitura, ao meu ver, compensa! Os livros eletrônicos estão vindo ai, nos EUA eles já são realidade e estão na moda. Aqui ainda sofremos com falta de acesso à internet. Uma reportagem hoje no UOL revelou que 104,7 milhões de brasileiros não acessam a internet (Pnad 2008).
Se mais da metade da população não acessa a internet e eu imagino que boa parte desse grupo se encaixe na categoria anterior também, ou seja: não lêem livros; imagino de onde essas pessoas obtem informações e cultura. A televisão ainda é o meio de comunicação mais disseminado, mas a mudança está a caminho!
24/03/2008
Ano novo, vida nova, mas post velho
Esta um pouquinho tarde para um post de ano novo né? Bom, eu diria MUITO tarde. Mas eu tinha que ter um motivo para ressuscitar esse blog, certo?
O ânimo para escrever não estava muito alto. Eu estou em uma fase em que leio mais que escrevo. Mas ai veio a idéia: registrar através do blog minhas impressões e opiniões acerca de uma meta que eu determinei para mim esse ano.
Qual é a meta?
Ler pelo menos 1 livro por mês. Ok, pode parecer uma meta boba, afinal de contas eu costumo ler muitos livros por ano. A meta original era ler 2 livros por mês, mas logo de cara eu percebi que essa meta atrapalhariar com o bom andamento das minhas outras atividades (tipo: trabalho, relacionamento, amizades, e outras coisas de pouca importância), então fui mais modesto.
Também estava fazendo as contas: um livro sai entre 20 e 40 reais, se eu ler 2 livros por mês, ao final do ano eu teria gasto entre 480 a 960 reais. Bom, resolvi também ser mais econômico.
Então com o tempo que sobra entre um livro e outro, eu posto aqui no blog a minha resenha do livro. Boa idéia, não acham?
Bom, aqui vai um resumo das minhas leituras até o momento e portanto das cenas dos próximos capítulos desse blog:
- Gomes, Laurentino. 1808
- Saramago, José. As Intermitências da Morte
- Boyne, John. O menino do pijama listrado
- Vaguen. O poder da ignorância
10/10/2006
Leitura recomendada:
Nas últimas semanas resolvi ler esse pequeno livro. Pode parecer um pouco "tolo" à princípio pois é um livro infantil. Mas é exatamente ai que nós adultos nos enganamos. É muito menos um livro infantil do que parece. É um livro que resgata um pouco a criança que existe em nós.Me fez pensar nas obrigações que a vida nos impõe quando crescemos e que aceitamos muitas vezes sem ponderar.
Adoro livros que me fazem pensar. E principalmente aqueles simples.
As vezes temos um dom inato para complicar as coisas. Para explicar aqui o que no livro eu entendi com poucas frases sinto que é necessário escrever tanto. Por isso deixo a cargo de vocês lerem o livro e depois eu os convido à cometá-lo comigo (ou com quem vocês quizerem).
Para quem se interessou pelo livro, vou comentar uma passagem (se você ler no livro vais ser muito mais simples.. hehehe):
As figuras que ilustram o livro (como o desenho acima) são muito simples e belas e o livro começa falando sobre um desenho de um chapéu. Isto é, o autor conta de um desenho que ele fez quando criança. E a todo e qualquer adulto que ele mostrava seu trabalho, este lhe dizia ser um chapéu. Porém a intenção do menino era outra. Ele desenhou uma cobra constritora que devorou um elefante:
Como nenhum adulto entendia seu desenho, ele resolveu fazer um outro desenho para se explicar melhor:
Mas mesmo assim é difícil para um adulto entender. E na maior parte das vezes eles preferiam o desenho do chapéu. O que fez com que o menino perde-se a vontade de desenhar.
Essa pequena passagem mostra um pouco como vai ficando limitada a nossa visão. Não aceitamos diferentes formas de pensar, pelo menos não o fazemos facilmente. Senão o que seriam dos conflitos étnicos e religiosos?
E você? Ainda enxerga apenas o chapéu?
07/08/2006
Um silêncio em meio as cores
25/07/2006
E...
Se,
Se consumar, teremos a semana
Que será beija-flor
Que tão logo desabrochará num sábado...

